quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

L'essentiel est invisible pour les yeux.



"Apenas se vê bem com o coração.O essencial é invisível aos olhos."
(Antoine de Saint-Exupéry)

domingo, 28 de dezembro de 2008

Blues no Reversão!!



Casa de Cultura da Reversão Paulistana

ENDEREÇO:
Avenida Hermilo Alves, 569- Vila Ré- (REI em italiano) São Paulo- Capital- CEP 03668-000 .

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Cabeça vazia, morada do diabo
Um instante, um vacilo
Não queria ter errado
Ali eu jazia, da vida fui levado
Um soldado de milícia
Agora sepultado

Do alto do Olimpo
A meia noite pressenti
Deus do vinho, Dioniso
Desse sangue me servi
E uma gota caiu
Junto ao cálice, diante de mim
Como um abismo escuro e interminável
Que agora chega ao fim

Pro mar de Poseidon
Me deixei levar
Decepções e remorsos
que me levaram a afundar
Sob meus olhos distantes
Sempre haverá mto sangue
Uma mancha de um passado
Eu levarei a diante

Obrigado pelas mentiras
E por tudo que eu sei
Por virar e ir embora
qdo eu mais precisei
Pela ultima gota de sangue
Que um dia eu derramei
Pelos erros que cometi
E nem eu mesmo perdoei

Fui com Hades ao inferno
Conheci a escuridão
Nem as muralhas de Troia
Me inspirou pra triste canção
Como a estaca de oliveira
No olho do grande ciclope
Em plena norte imortal
Acertei-me com um golpe

Aqui jaz um titã
Guerreiro sagrado dos Deuses
Homem desmedido
Com a justiça nas mãos
Deu fim a própria vida
Suas dores cessarão.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

sexta-feira, 11 de abril de 2008

A CARTOLA

A busca dos filósofos pela verdade pode ser comparada com uma história policial. Alguns acham que Andersen é o criminoso; outros acham que é Nielsen ou Jepsen. Um crime na vida real pode chegar a ser desvendado pela polícia um dia. Mas também podemos imaginar que a polícia nunca consiga solucionar determinado caso, embora a solução para ele esteja em algum lugar.

Mesmo que seja difícil responder a uma pergunta, isto não significa que ela não tenha uma – e só uma – resposta certa. Ou há algum tipo de vida depois da morte, ou não.

Muitos dos antigos enigmas foram resolvidos pela ciência ao longo dos anos. Antigamente, um grande enigma era saber como era o lado escuro da Lua. Não era possível chegar a uma resposta apenas através de discussão; a resposta ficava para a imaginação de cada um. Hoje, porém, sabemos exatamente como é o lado escuro da Lua. Não dá mais para “acreditar” que há um homem morando na Lua, nem que ela é um grande queijo, todo cheio de buracos.

Um dos grandes filósofos gregos, que viveu há mais de dois mil anos, acreditava que a filosofia era fruto da capacidade do homem de se admirar com as coisas. Ele achava que para o homem a vida é algo tão singular que as perguntas filosóficas surgem como que espontaneamente. É como o que ocorre quando assistimos a um truque de mágica: não conseguimos entender como é possível acontecer aquilo que estamos vendo diante de nossos olhos. E então, depois de assistirmos à apresentação, nos perguntamos: como é que o mágico conseguiu transformar dois lenços de seda brancos num coelhinho vivo?

Para muitas pessoas, o mundo é tão incompreensível quanto o coelhinho que um mágico tira de uma cartola que, há poucos instantes, estava vazia.

No caso do coelhinho, sabemos perfeitamente que o mágico nos iludiu. Quando falamos sobre o mundo, as coisas são um pouco diferentes. Sabemos que o mundo não é mentira ou ilusão, pois estamos vivendo nele, somos parte dele. No fundo, somos o coelhinho branco que é tirado da cartola. A única diferença entre nós e o coelhinho branco é que o coelhinho não sabe que está participando de um truque de mágica. Conosco é diferente. Sabemos que estamos fazendo parte de algo misterioso e gostaríamos de poder explicar como tudo funciona.

PS. Quanto ao coelhinho branco, talvez seja melhor compará-lo com todo o universo. Nós, que vivemos aqui, somos os bichinhos microscópicos que vivem na base dos pêlos do coelho. Mas os filósofos tentam subir da base para a ponta dos finos pêlos, a fim de poder olhar bem dentro dos olhos do grande mágico.

(…)

De Jostein Gaarder


Se é assim... as crianças nascem bem na ponta dos finos pêlos do coelho. Por isso elas conseguem se encantar com a impossibilidade do número de mágica a que assistem. Mas conforme vão envelhecendo, elas vão se arrastando cada vez mais para o interior da pelagem do coelho. E ficam por lá. Lá embaixo é tão confortável que elas não ousam mais subir até a ponta dos finos pêlos, lá em cima. Uma pena. =/

quinta-feira, 27 de março de 2008

Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.





Vinicius de Moraes, "Antologia Poética", Editora do Autor, Rio de Janeiro, 1960, pág. 96.

quarta-feira, 26 de março de 2008

O pretê pedalinho


Era uma vez uma cisne negra, chamada Preta, que nadava tranquilamente no zoo de Munique, na Alemanha. Tava lá, tranquilona, quando os administradores do lugar resolveram botar um pedalinho (na tradicional forma de cisne) no lago, para os alemães passearem. Foi então que Preta se apaixonou pelo pedalinho!
Sim, a pobre cisne, assim como no Patinho Feio, não descolava nenhum pretê cisne. Daí quando viu o pedalinho, caiu de amores. Nem percebeu que ele não era real. Assim como a gente faz de vez em quando na nossa vida amorosa.
Ficamos fantasiando que aquele pretê é muito incrível, que manda bem em várias coisas, quando, na verdade, ele pode ser quase um “pedalinho”. Só existir na imaginação.
Voltando a Preta. Os administradores do parque e o próprio diretor resolveram confiscar o pedalinho, levá-lo para outro lugar, pra ver se a cisne se esquecia desse amor impossível.
E eis que em um dia de inverno, depois de várias tentativas de separar os cisnes, Preta mudou de idéia. E resolveu se apaixonar por outro cisne. De carne e osso, só não sabemos a cor da plumagem.
E qual a conclusão da nossa parábola: tem vezes que a gente se apaixona por um pretê-pedalinho e de nada adianta nossas amigas falarem, rezarem ou nos arrastarem para baladas. Por mais roubada que ele seja, continuamos lá, cegas pela imponência das plumas brancas.
Mas daí, um dia, acordamos com um outro humor, e, sim, arranjamos alguém da nossa turma. Por isso, quando tudo der errado, lembre-se da cisne preta.
E que pedalinho só serve pra dar uma voltinha!


Pedalando se vai longe...
02neurônio – 24/03/08

segunda-feira, 24 de março de 2008




Criança olha através da janela de sua sala de aula no dia da abertura de uma escola em Bagram, no Afeganistão - Rafiq Maqbool/AP